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A trajetória de Vida e testemunho

do Pr. Celso Godoy


Uma porta para a vida

MILAGRE DE VIDA

Envolvido num passado com drogas, crimes e prostituição durante 16 anos, Celso Bueno de Godoy, que também foi diretor da FEBEM do Espírito Santo  e assistente técnico do Complexo Penitenciário da Glória, é um exemplo vivo do poder transformador do Espírito Santo.
Hoje, como diretor de um projeto de Missões Urbanas no Estado do Espírito Santo (CEMUCA), luta para levar Cristo a pessoas desenganadas pela vida.

INFÂNCIA

Os primeiros problemas de Celso surgiram na infância. Com 04 anos de idade, assistiu, chorando, seu pai alcoolizado espancar brutalmente sua mãe, enquanto gritava palavras de baixo calão e fazia gestos obscenos para ela. Viu repetir-se essa imagem inúmeras vezes, por muitos anos.
Com 8 anos foi morar com os pais na zona leste de SP, e aos 12, já estava envolvido com “meninos problemáticos” da vizinhança. Neste momento, passou a freqüentar centros de umbanda. "A religião nominal na infância, não pode evitar os problemas

AS DROGAS

Aos 13 anos fumava e bebia regularmente e com 14 anos, conheceu a maconha.
Da maconha para os outros entorpecentes foi um passo: barbitúricos, anfetaminas e anti depressivos, transformaram-no em uma “farmácia ambulante”.
Com a memória afetada pelas drogas, abandonou os estudos.
Tornou-se anti-social e começou a cometer pequenos furtos para alimentar seu vício.
Conheceu as grades aos 17 anos quando drogado agrediu seu pai, até fazê-lo desfalecer
.
SUBMUNDO DO CRIME

Na mesma época, Celso foi trabalhar em um “hotel de viração” no bairro do Brás, em SP, freqüentado por cafetões, traficantes e outros bandidos perigosos, que agrediam e matavam com facilidade. Ali passou a viver com Leila, uma assaltante, cafetina e traficante e passou a fazer parte do submundo do crime, assaltando, arrombando lojas e furtando carros. Conheceu então Angélica, uma mulher de programa e passou a viver com ela, como seu gigolô.
Tornou-se um bandido e foi parar na prisão diversas vezes, sendo em muitas ocasiões espancado e torturado.

O CARANDIRÚ

No natal de 1980, foi preso em flagrante portando considerável quantidade de drogas e pela primeira vez foi processado. Dessa vez já não poderia escapar de cumprir uma pena. Desesperado, tentou enforcar-se na delegacia com uma corda improvisada com a própria camisa, mas, foi socorrido, desacordado, e acabou sobrevivendo, por que Deus tinha um plano para sua vida.
Começou então a cumprir sua pena no “caldeirão do diabo”, o famigerado Carandirú. Ali vigorava a “lei do mais forte”. Os bandidos mais perigosos eram xerifes e as quadrilhas formadas pelos assaltantes e traficantes eram chamadas de “famílias”.
Quase foi assassinado ao desentender-se com o “garoto” (homossexual) de um dos “xerifes” de cela, mas, Deus providenciou que sua vida fosse mais uma vez preservada. Seu pai um ex-funcionário do Carandiru e policial militar que era bem relacionado com o diretor do presídio, conseguiu sua transferência de cela e finalmente sua liberdade. Novamente nas ruas voltou para Angélica e para a “Boca do Lixo”.
Voltou a assaltar, traficar e a se drogar, tornando-se cada vez mais violento. Era preso quase que diariamente e acabou fugindo para a Bahia com a Angélica com quem teve uma filha. O relacionamento acabou, e Celso passou a viver embriagado, chegando mesmo a mendigar nas ruas. Conseguiu então um emprego num parque de diversões, mas, acabou arrombando o cofre do mesmo e roubando a féria da temporada, tendo sido preso em seguida.
Liberado, seguiu para uma pequena cidade da Bahia onde cometia pequenos roubos para sobreviver e alimentar os vícios.
Mudou-se para Salvador na tentativa de mudar de vida, mas, acabou voltando a marginalidade.

PRESO EM FLAGRANTE

Alcoolizado e sob efeitos de drogas, desentendeu-se com um vizinho, tendo a briga culminado com a morte do rapaz. Preso em flagrante, permaneceu na Casa de Detenção de Salvador até o julgamento.
Naquele lugar terrível, foi colocado no pátio I com os homicidas.
Ali Celso participou de várias “guerras” entre quadrilhas e presenciou muitos crimes.
Julgado e condenado a nove anos de prisão, foi transferido para a Penitenciária Lemos de Brito, na Mata Escura, onde passou a dividir a cela com 4 assaltantes de bancos.



A FUGA

Na Lemos de Brito envolveu-se com uma jovem que visitava a prisão regularmente e com ela teve um filho. Tirou licença para casar-se mas, num bem planejado golpe, deixou a noiva esperando no cartório de paz e fugiu para o Rio de Janeiro.

No Rio, chegou bem apresentado pelos colegas da prisão e logo passou a fazer parte de uma quadrilha de estelionatários na zona sul.
Fez amigos no Comando Vermelho e no 3º Comando. Muitas vezes subia o morro Dona Marta para cheirar cocaína com o dono da “boca”.
Acabou sendo preso e recambiado para a prisão de Salvador.
Ali, quase morreu por uma overdose de psicotrópicos que roubara da enfermaria.
Planejou outra fuga e fugiu, quando teve licença para prestar vestibular.
Voltou para o Rio e para o crime.
Sua vida porém corria perigo naquela cidade, e ele resolveu seguir para Feira de Santana, na Bahia, junto com 2 colegas do Comando Vermelho.
A GRANDE VIRADA

Na igreja, o irmão Josias ainda não havia chegado quando Celso entrou.
Sendo então convidado, ficou ali sentado esperando a chegada do velho conhecido.
Naquela noite, na igreja, Celso sentiu a maior paz de toda sua vida.

Emocionou-se com os hinos e apesar do Josias não ter vindo naquela noite, conversou com a mãe de seu filho, que aconselhou-o e orou com ele.
Mesmo assim, saiu dali para roubar veículos. Mas, Deus já o tinha separado e não permitiu que nenhum assalto fosse levado a efeito. Deitado em uma cama, naquela noite de domingo, no mês de abril de 1988, Celso começou então a rever toda a sua vida. Todo o seu passado desfilava perante ele como um filme. A infância infeliz, as drogas, os crimes, as prisões, as fugas...e o hino que ouvira na igreja: “...solta o cabo da nau, toma os remos nas mãos, e navega com fé em Jesus...”
E a mesma paz, a Paz do Senhor, inundou novamente seu coração. Sentiu então o desejo de parar de fugir. Foi até a polícia local e lá apresentou-se como foragido, sendo preso novamente.
UM CAPAM DE DEUS

Recambiado à penitenciária, lá se entregou a Jesus, tornando-se um crente verdadeiro.
Sua conversão era real, e Celso começou a aprender como agir sendo cristão junto aos crentes da “ala evangélica” da prisão.
Ali aprendeu a orar, jejuar, fazer vigílias e ler a Bíblia. Pelo poder de Deus, Celso Godoy tornou-se uma nova criatura. Em pouco tempo, já era novamente líder no cárcere, só que desta vez, um líder que liderava para o bem. Um líder de Deus.
ALGEMADO NO PRÓPRIO CASAMENTO

6 meses após a sua conversão Celso conheceu Raineire, uma garota cheia de problemas que também se convertera a Jesus. Como ela visitava o presídio regularmente o namoro progrediu. Após o noivado veio o casamento. Um casamento no mínimo diferente.
O prédio do Fórum ficou cercado pela polícia e a cerimônia realizou-se na Vara de Tóxicos, como precaução para evitar uma possível fuga.
Enquanto a noiva e os pais aguardavam, finalmente chegou o noivo com o uniforme da penitenciária, escoltado pela polícia e com as mãos algemadas para trás.

NOVAMENTE NO CARANDIRÚ

Dez dias após o casamento, Celso foi novamente transferido para a prisão do Carandirú em São Paulo, onde tornou-se um verdadeiro porta-voz de Deus.
Naquele temido lugar, Celso foi batizado e mais tarde passou a trabalhar na Capelania Geral da prisão. Cuidava dos enfermos, auxiliava na alfabetização dos presos e ministrava a Palavra de Deus. Ainda no Carandirú, Celso viu nascer o primeiro fruto da sua união com Raineire, Esther.
LIVRE FINALMENTE

Ao ser julgado pelo último processo em aberto, num julgamento tenso e emocionante, Celso pôde ver novamente a mão de Deus dando-lhe a liberdade quando esta parecia impossível.
Resolveu também suas pendências com a justiça baiana e tornou-se um homem definitivamente livre. Em liberdade tornou-se um missionário da Igreja Batista na Bahia, onde atuou por quatro anos dirigindo congregações. Foi então chamado para Vitória, para ser diretor do IESBEM, tendo exercido o cargo por um ano e meio. Graduou-se em Teologia, foi ordenado ao Ministério Pastoral e hoje dirige o CEMUCA, projeto de Missões urbanas em Vitória.
"Sinto-me honrado em ter sido escolhido por Deus, não obstante todo o meu passado, pois Deus tem me mudado a cada dia, por dentro e por fora, trabalhando o meu caráter e me abençoando...", declara Celso Godoy,um  homem verdadeiramente transformado.
“O mesmo Deus que operou esta transformação em minha vida, certamente fará grandes milagres na sua. Não importa a dimensão do seu problema. Jesus Cristo vai te dar vitória, pois para Ele nada é impossível.” Para conhecer esta história na integra.
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