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A primeira atividade prática dos missionários do projeto TRANSRADICAL URBANO ficará na memória de todos: Evangelismo sob fogo cruzado
Numa incursão no morro do Romão, divididos em sete grupos com três a cinco participantes cada, os missionários se depararam com um situação inesperada. O Pastor Celso Godoy, coordenador do projeto, explica o ocorrido: - Os grupos foram divididos para subirem o morro por vários caminhos. Um dos grupos, que subia por uma escadaria frontal do morro, encontrou um rapaz, tendo abordado o mesmo e falado para ele do amor de Cristo. Enquanto isto, os demais grupos espalhados pelo morro, cumpriam o seu papel de anunciar a mensagem de salvação. Outro grupo, que estava no alto do morro, acompanhados pelos pastores Celso Godoy e Leandro da IB Glória, aguardavam a chegada dos demais para realizarem, conforme o planejado, um momento devocional na quadra do bairro. - Por um momento, diz o Pr. Godoy, senti o desejo de orar na casa de uma das pessoas envolvidas no tráfico, desviada da igreja há vários anos. Convidei o Pr. Leandro, e juntos fomos à casa do rapaz, onde oramos por ele e pela família, convidando-os para virem à Igreja no domingo, no que, de pronto aceitou. - Voltamos para o encontro dos demais missionários, quando de repente percebemos uma movimentação estranha. Alguns homens se movimentavam em atitude suspeita, e quando se aproximaram de nós, pudemos perceber que empunhavam armas de fogo. Passaram por nós, nos cumprimentaram e seguiram articulando para que segundo um deles dizia aos demais, “cercassem todos os becos, não deixando ninguém escapar.” - Percebi de imediato que as coisas iriam complicar, e convidei os missionários que já estavam comigo (de dois dos grupos) para orarmos. Tão logo terminamos a oração,ouvimos a saraivada de tiros. Mais de vinte (alguém contou dezoito). 
- Minha preocupação agora era fazer com que todos os missionários que estavam no alto do morro, e por conseguinte, na linha de tiro, pudessem descer imediatamente. - Orientei aos que estavam comigo sobre o local por onde deveriam descer, e sai em busca dos demais. Os encontrei e descemos o morro. Enquanto descíamos a polícia já subia e cruzou conosco nas escadarias. Ainda não tínhamos a notícia sobre o que havia de fato acontecido, mas previa que as mesmas não seriam as melhores. Quando chegamos à base do projeto descobrimos que: 1. O tiroteio começou na casa em que eu e o Pr. Leandro havíamos estado cerca de 10 minutos antes do incidente, 2. Depois da primeira troca de tiros, o grupo que cruzou por nós na quadra desceu e o jovem abordado na subida do morro foi assassinado com mais de oito tiros, 3. Estava começando uma guerra no morro entre duas facções. Vale destacar a coragem dos jovens que estão participando do evento, que em nenhum momento, mesmo diante do fogo cruzado, tiveram medo ou ensejaram desistir do projeto. Desejamos a oração de todos, e o trabalho continua. Durante toda esta semana ainda estarão em treinamento, e dia 18 partem, resolutos para nosso alvo, Morro do Jaburuna, em Vila Velha. |